domingo, 1 de maio de 2011

Uma palavra...

Voltar a publicar fez-se nescessário, já escrever sempre foi meu refúgio, pensei em algo, mas nada me veio, ao acaso descobri essa letra, essa música que me trouxe de volta a mim... não conseguiria dizer o que ele diz com tanta clareza... aquela palavra pra descrever uma poesia... uma palavra.





Uma palavra.
(Chico Buarque.

Palavra prima
Uma palavra só, a crua palavra
Que quer dizer
Tudo
Anterior ao entendimento, palavra
Palavra viva
Palavra com temperatura, palavra
Que se produz
Muda
Feita de luz mais que de vento, palavra
Palavra dócil
Palavra d'agua pra qualquer moldura
Que se acomoda em balde, em verso, em mágoa
Qualquer feição de se manter palavra
Palavra minha
Matéria, minha criatura, palavra
Que me conduz
Mudo
E que me escreve desatento, palavra
Talvez à noite
Quase-palavra que um de nós murmura
Que ela mistura as letras que eu invento
Outras pronúncias do prazer, palavra
Palavra boa
Não de fazer literatura, palavra
Mas de habitar
Fundo
O coração do pensamento, palavra

terça-feira, 15 de junho de 2010

Rumo ao hexa!

O Brasil ganha... e a gente perde! O Brasil joga... e a gente perde!
Perdemos dias em supermercados pesquisando o fardo de cerveja mais barato.
Perdemos horas de trabalho, sem ter assunto com clientes, perdemos minutos falando sobre o jogo.
Perdemos dinheiro em butecos cheio de nacionalistas que não sabem ao menos cantar o hino nacional, mas bebei e comei.
Perdemos o ônibus que passou mais tarde ou que não passou no horário.
Perdemos aula à noite... à noite.
Perdemos a vontade, a coragem, a responsabilidade de sermos brasileiros, de sermos pobres, proletários, estudantes FUTURO DA NAÇÃO!!!
Você chegou mais cedo em casa? Que ótimo que tem carro, pois muitos se fazem esperar os itinerários urbanos... rumo ao hexa!
Você saiu do trabalho mais cedo e não teve que ficar cheio de hipocrisia pra seu mundinho capitalista? Que ótimo eu também! Nosso salário será menor esse mês... rumo ao hexa!
Você tomou umas geladinhas, comeu batata frita e vibrou com aquela bola em curva que fisicamente era improvável a seus olhos de entrar na rede e balançar nossos corações? Que ótimo, eu também... Ih, amanhã tenho que acordar cedo!... rumo ao hexa!
Você, professor, preparou aula!? Estudou no domingo pra aula na terça e de manhã reviu o conteúdo para não passar coisas erradas ou aquela insegurança a seus alunos?
Também foi surpreendido com uma ligação dizendo que a galera não foi a aula por causa do jogo? QUE ÓTIMO! Estamos definitivamente, rumo ao hexa!
Estou cansada dessa palhaçada, fazendo juz a minha data de nascimento, dia do palhaço, 10 de dezembro, sinto-me como tal!
Adiantaram o simulado, faltaram nos dias de jogo, não estudaram quando estavam cansados, não respeitaram sua vontade de passar o conteúdo e nem deixaram os outros alunos querer ouvir aquilo que saia de sua boca! Será que esses alunos independentes sabem mesmo o que é melhor para eles...
Juntemo-nos aos próprios então!
Pois estou sofrendo.
Hexamente proporcional a minha indignação é a falta de compromisso de quem deveria se juntar e falar qualquer coisa...
Eu sou brasileira e não desisto nunca.
Já desistiram de mim... mas eu não me abondono!
''Seu filho da palavra, vai tomar no verbo!'' (Tom Zé).

sábado, 29 de maio de 2010

Felicidade clandestina!

... estava ela, sentada de pernas cruzadas, uma mão no queixo e a outra sobre o papel esperando o primeiro rabisco vir. Pensava em si. Tudo o que passou. Tudo o que estava. Tudo o que viria.
As lembranças vinham e algumas até esquecidas, momentos que se foram e marcaram, momentos que marcaram naquele tempo e hoje parecem que nunca existiram. Pessoas que visitaram seu mundo, sem hora marcada, sem licença, sem mandato, muitas delas, sem sua permissão.
Pessoas essas que sumiram de seu presente. Algumas deveriam estar a seu lado, estar em sua cidade, em sua casa, em seu corpo.
Aquelas que se foram nem deveriam chegar. De todo jeito é incômodo, aquela felicidade da memória, parece até ser clandestina. Uma felicidade clandestina.
Ela quer ser livre desse passado. Quer viver no futuro, lá na frente e não no hoje. Hoje reflete a saudade de ontem.
Adianta o relógio para ver se as horas passam mais rápido, não adianta. Não adianta.
Pergunto se és feliz!? O que é felicidade? Melhor não perguntar. Sentada querendo desenhar um mundo cheio de cores metálicas e sem forças pra começar... pois desenhar o infinito sem curva custaria-me a eternidade.
Talvez seja uma fase, lua cheia, sair de casa é olhar para o céu, é lembrar de momentos que nunca aconteceram e criar alguns que nunca irão acontecer. É conhecer novos rostos, novos gostos, de novo felicidade.
Ela não quer mais visitas em seu mundo, em seu lar, em seu presente. Presente esse que de tão feliz futuramente será mais um momento que parece nunca ter existido, mais um momento clandestino.
Sentada de pernas cruzadas, caneta na mão, ela começa a escrever... estava eu, sentada de pernas cruzadas, queria desenhar o infinito colorido, mas isso me custaria a eternidade...

domingo, 23 de maio de 2010

O meu mundo!

Transpiro mais, sinto muito calor, quero criar o projeto genoma de um girassol gigantesco pra fazer sombra em Ribeirão. No frio, um moletom a mais do que no inverno passado. A platina encolhe e os ossos doem.
Tornados e furacões estão surgindo no país tropical. Não, não estou falando do Robinho e nem do próximo Big Brother, refiro-me aos encontros de massas de ar, diferença de pressão, catástrofes...
Quero construir um relógio tele-transportador, para assim; Piiiii: minha casa! Piiii: faculdade! Piiii: Campos Altos! Piii: Nav! Piii: Noronha!; não contribuir para a destruição da camada de ozônio e de meus alvéolos em ônibus fétidos.
Não jogo lixo no chão, jogo lixo no lixo, pena que não sei para onde este vai parar. Voto consciente, pena que meu candidato não esta ciente disso. Que pena das aves, que pena!
Se comodismo for genético, o futuro está mais próximo do fim, o fim mais próximo do presente, e o presente... Ah, o presente... Aceito chocolates!
Abra a mente, comande sua caixinha!

sábado, 22 de maio de 2010

O infinito é onde você está!